quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Buraco Negro
Exatos três meses da última postagem, exatos três meses dos últimos votos sinceros de amor, um pouco mais, um pouco menos. É preciso estar atento, a qualquer momento se pode cair num imenso buraco negro, como aquele de Alice. Ele existe, e não deixa a gente sair. O coração acelera, a respiração é alterada, e em torno só há escuridão. O buraco negro é feio. Atordoante. Nenhuma corda para puxar. Ninguém pode te ajudar a sair de lá, só você mesmo. É preciso respirar e manter a calma. Não se pode se entregar para o buraco negro. Ele te suga. E te contamina. Ele apaga sua memória e distorce o que está a sua volta. O segredo é respirar, e manter o olhar fixo na chama acesa. É difícil, mas se deixar a chama apagar, ele te engole. Mas se ele te engolir, te cospe pra fora, como um vulcão, e logo estará de volta a superfície, mais lúcido e mais forte. Não há o que temer. Quando o coração já experimento o amor. Os olhos são lanternas que iluminam tudo a sua volta, mesmo dentro do buraco negro.
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