Satori
terça-feira, 15 de março de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Presente do universo
Luz radiante, saindo dos meus olhos, saindo dos seus olhos. Ilumina tudo ao redor. Parecemos íntimos, cúmplices, amantes, amigos. Tranquilidade no coração, sensação de confiança. Vontade de ficar ao seu lado, parada sem dizer nada, nem fazer nada, apenas respirar o mesmo ar e talvez dividir alguns pensamentos, que nem precisam ser ditos, só olhos no olhos, e sorriso. Ou ainda olhos no olhos, e só . Conto as horas, os dias e quero não precisar contar as semanas pra te ter de novo aqui ao meu lado. Suas palavras viraram orações, verdadeiros mantras, as guardo comigo e sempre que fico triste as leio para me alegrar. Você sempre me fez sorrir, e é muito bom descobrir que ainda faz. O mundo dá loopings e te trouxe até mim. Obrigada.
Virada de ano
Aconteceu de novo. O espaço em volta parecia um desses céus que lembra Pandora, a cidade inventada de Avatar, o filme. Dessa vez era noite. Estávamos no meu paraíso particular: Sorocotuba. Tudo ao redor parecia ter um brilho diferente, uma outra dimensão diante dos seus olhos, as pessoas ficam sinceras e falam diretamente ao coração. Não há rótulos sociais, apenas seres que se amam. Não há preocupação, nem dor. Não há noção de tempo. Os olhos brilham, talvez sejam eles os grandes refletores que iluminam tudo a sua volta, como se fossem lentes refletindo o grande amor e a alegria que vem do coração. Penso nas músicas de Nando Reis e Lenine, que falam com a alma. De novo a certeza de que tudo dará certo. Final de ano é definitivamente um período propício para essas sensações, basta estar aberto e conectado com a natureza, que acontece. Confissões à meia-noite, ganho uma estrela, a primeira e única do céu e da noite. Levarei pra sempre comigo, ganho também outro presente, mas esse é segredo, também guardo pra sempre comigo. E sigo sem nunca mais falar. O que importa já passou e nunca mais virá.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Buraco Negro
Exatos três meses da última postagem, exatos três meses dos últimos votos sinceros de amor, um pouco mais, um pouco menos. É preciso estar atento, a qualquer momento se pode cair num imenso buraco negro, como aquele de Alice. Ele existe, e não deixa a gente sair. O coração acelera, a respiração é alterada, e em torno só há escuridão. O buraco negro é feio. Atordoante. Nenhuma corda para puxar. Ninguém pode te ajudar a sair de lá, só você mesmo. É preciso respirar e manter a calma. Não se pode se entregar para o buraco negro. Ele te suga. E te contamina. Ele apaga sua memória e distorce o que está a sua volta. O segredo é respirar, e manter o olhar fixo na chama acesa. É difícil, mas se deixar a chama apagar, ele te engole. Mas se ele te engolir, te cospe pra fora, como um vulcão, e logo estará de volta a superfície, mais lúcido e mais forte. Não há o que temer. Quando o coração já experimento o amor. Os olhos são lanternas que iluminam tudo a sua volta, mesmo dentro do buraco negro.
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